Protesto no Chile contra projeto de mineração |
O projeto de mineração que se desenvolve entre o Chile e a Argentina, com um investimento de 1,4 bilhão de dólares, foi objeto de um forte polêmica nacional.
A empresa assinalou que para a construção da jazida, a partir de 2006, seriam contratados cerca de 5.500 trabalhadores, enquanto que na operação, a partir de 2009, seriam necessários 1.600 trabalhadores.
O projeto Pascua Lama, situado na Cordilheira dos Andes, com uma vida útil estimada de 20 anos, e que tem reservas de ouro estimadas em 17,6 milhões de onças, implica o corte e mudança dos glaciais Toro I, Toro II e Esperanza que alimentam o sistema hídrico do Vale de Huasco, a mais de 600 quilômetros ao norte de Santiago.
Neste sábado, com cartazes e ao ritmo de música andina e brasileira, 2.500 pessoas marcharam pelas ruas de Vallenar até a praça da cidade, em defesa dos glaciais, cuja condução, segundo seus habitantes, os fará desaparecer e aumentará a carência de água na região.
O representante do Observatório Latino-americano de Conflitos Ambientais (OLCA), César Padilla, em declarações a jornalistas, chamou a cidadania a "estar alerta já que esta é uma luta a longo prazo".
Os manifestantes criticam que as decisões sobre este projeto sejam tomadas em Santiago, longe da realidade que deverão sofrer as pessoas que vivem no perímetro do vale de Huasco, que se dedicam à agricultura.
No meio da onda de críticas dos aldeões e dos ambientalistas em todo o país, a Comissão Regional do Meio Ambiente (Corema) solicitou à transnacional canadense um novo projeto de extração do ouro, metal que está oculto sob toneladas de gelo.
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